Postado no dia 26 de agosto de 2015 Postado em Uncategorized

Alunos, professores, coordenadores e diretores da rede pública são convidados a se engajarem em campanha por conectividade

Você acredita no potencial da tecnologia como forma de melhorar a educação e estabelecer novos métodos de ensino? A partir de hoje (10), já pode participar de uma mobilização por internet rápida nas escolas brasileiras. A Campanha “10 MEGA de Internet em todas as escolas até 2016” convoca alunos, professores, coordenadores e diretores da rede pública de ensino a se engajarem por uma melhora na conectividade oferecida a estudantes e professores.

“A Internet rápida democratiza o acesso a recursos pedagógicos de qualidade e promove a personalização, permitindo que alunos com diferentes perfis aprendam no seu ritmo e a partir de seus interesses e necessidades”, afirma Anna Penido, diretora do Instituto Inspirare, instituição que promove a campanha junto com a Fundação Lemann, em parceria com o Instituto de Tecnologia & Sociedade (ITS) e a rede de mobilização Nossas Cidades.

Visite o site da campanha: internetnaescola.org/

Curta a campanha no Facebook: www.facebook.com/internetnaescola

Além disso, segundo especialistas, o uso das tecnologias como ferramenta pedagógica nas escolas aproxima a experiência escolar da realidade digital já vivida por muitos alunos no ambiente externo, despertando seu interesse e ampliando suas possibilidades de expressão.

Para participar, o site da campanha disponibiliza três ferramentas. A primeira é um espaço para mandar um e-mail à presidenta Dilma Rousseff, reforçando o pedido por uma internet mais rápida na rede pública de ensino. O teste de velocidade e conexão é o segundo instrumento, adaptado a partir de um projeto bem sucedido norte-americano. Com ele, é possível descobrir rapidamente qual é a velocidade da internet da escola. A medição poderá ser realizada por qualquer pessoa, de preferência a partir dos computadores da instituição de ensino. A terceira ferramenta é uma forma de trazer mais pessoas para a mobilização, ao promover um Dia da Conectividade nas escolas. Os interessados receberão dicas e ideias dos organizadores da campanha para envolver todo mundo nessa missão. Tanto professores quanto alunos podem “puxar o Bonde da Conexão”.

Déficit de conectividade

No Brasil, segundo dados do Censo Escolar de 2013, das 190.706 escolas incluídas no levantamento, apenas 58% delas (11.053) têm acesso à Internet, e só 48% dispõem de banda larga. Entretanto, dentro desse percentual estão as instituições beneficiadas pelo programa Banda Larga Nas Escolas, que prevê a instalação de uma conexão de 2 Mbps em todas as escolas públicas. Essa velocidade, porém, é insuficiente para que ferramentas digitais sejam usadas como instrumento pedagógico ou para facilitar o trabalho do professor e do gestor. Por isso, a campanha defende que as escolas tenham internet de pelo menos 10 Mbps. “Não somente o aluno, mas também o professor ganha muito com a internet no ambiente escolar. Ganha na organização do tempo em sala de aula, o que o possibilita atuar de maneira mais intensa como orientador na formação dos alunos e mediador do processo de aprendizagem”, afirma o diretor executivo da Fundação Lemann, Denis Mizne.

A ideia da campanha é usar os resultados obtidos nos testes de velocidade nas escolas para chamar a atenção sobre a desigualdade que persiste quando relaciona-se conectividade a fatores como renda, classe social e grau de instrução. Segundo dados de 2013 da Anatel, aproximadamente 98% das pessoas que pertencem classe A já acessaram a Internet, enquanto que, nas classes D e E, o percentual é de 24%. Quando se trata de grau de instrução, 96% que possuem Ensino Superior já tiveram contato com a rede, enquanto entre os analfabetos o índice é de 3%.

A expectativa, com a campanha, é sensibilizar o governo federal para que este assine um compromisso formal por internet rápida nas escolas públicas em todo o território nacional.