Policy brief: From Cash to Code

27/02/2026

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Os pagamentos digitais, especialmente o Pix, lançado pelo Banco Central do Brasil (BCB), se tornou parte do cotidiano urbano no Brasil, das grandes redes aos pequenos comércios, das áreas centrais às periferias. Mas o que essa transformação revela sobre a cidade, as desigualdades digitais e o poder dos dados?

Em um novo policy brief, Pacôme Trousselle, pesquisador visitante do ITS Rio, analisa como os pagamentos digitais reconfiguram a economia urbana do Rio de Janeiro. O estudo mostra que, embora o Pix amplie o acesso a transações financeiras, sua apropriação é desigual e depende de conectividade, dispositivos, confiança e governança algorítmica.

Apesar da adoção massiva do Pix (46% dos pagamentos no varejo no Brasil em 2023, contra 22% em dinheiro), o uso permanece desigual entre territórios e grupos sociais. O Rio ilustra como essas inovações criam novas oportunidades econômicas ao mesmo tempo em que reconfiguram desigualdades urbanas. Em distritos bem conectados, os pagamentos instantâneos reforçam a inclusão financeira; já em áreas de baixa renda (zonas periféricas e assentamentos informais, comumente chamados de favelas), a divisão digital limita a apropriação. Paralelamente, a expansão do Pix gerou novas dependências (redes móveis, dados, plataformas) e levanta questões de governança urbana: o Banco Central, bancos, fintechs e gigantes da tecnologia passam a cogerir os fluxos monetários, em um equilíbrio delicado entre inclusão e vigilância.

Leia mais sobre o estudo clicando no link abaixo!

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